O Palacete Scholz foi construído em estilo eclético em 1903 para ser residência particular de um abastado comerciante da borracha, o alemão Karl Waldemar Scholz. O Amazonas era a época um dos estados mais prósperos da União por ocasião do Ciclo da Borracha.
A partir de 1911, em virtude da forte concorrência da produção gomífera em terras asiáticas, houve o iminente declínio do comércio da borracha no Amazonas. Além disso, com advento da Primeira Grande Guerra, a linha de navegação entre Manaus e Hamburgo na Alemanha foi interrompida, o que prejudicou de sobremaneira os negócios do Senhor Scholz.
Waldemar Scholz, Presidente da Associação Comercial do Amazonas a partir de 1911 e Cônsul da Áustria desde 1913, na infeliz tentativa de sanar suas dívidas, hipotecou o Palacete por 400 contos de réis ao rico seringalista do Purus, Luiz da Silva Gomes, que foi o mesmo que o arrematou em leilão: Era o fim da próspera estada de Scholz em terras amazônicas e seu retorno ao país de origem.
O Palacete Scholz foi primeiramente alugado ao Governo do Amazonas por um conto de réis, através do então governador, Dr. Pedro de Alcântara Bacellar que não obstante à crise econômica que se abatia no Amazonas; as deficiências do Erário e das críticas de seus opositores, o adquiriu em 1918 por 200 contos de réis recebendo a denominação de Palácio Rio Negro. De 1918 a 1959, portanto, de Bacellar a Mestrinho, serviu de residência aos governadores e Sede do Governo. De 1959 até 1995, somente como Sede de Governo.
Tombado como patrimônio histórico estadual em 1980, o prédio, antes e depois, foi reformado, restaurado ou adaptado em alguns governos, sendo que a partir de 1997, em virtude de sua beleza arquitetônica e relevância histórica, o Governo do Amazonas, através da Secretaria de Cultura, o transformou em Centro Cultural.
O CCPRN, como ficou conhecido desde sua criação, atende, entre turistas e visitantes locais, Chefes de Estado, Embaixadores e outras personalidades importantes quando em visita ao governador, tendo este um gabinete em exposição permanente, montado para tal, além de outras salas que contam, com a opulência de seu eclético mobiliário, grande parte da história do período áureo da Belle Epóque.
Os visitantes, devidamente acompanhados por monitores bilíngües, usufruem gratuitamente do conforto de salas climatizadas, que homenageiam cada uma delas um Governador do Amazonas ao longo da história da República.
Instalado na mais alta torre do prédio, encontra-se o mirante, que proporciona uma privilegiada vista de Manaus com suas árvores frondosas, ainda preservadas quando da construção das avenidas e prédios advindos do inexorável progresso. O visitante também poderá observar o tráfego das embarcações regionais nas águas escuras do Rio Negro: imagens que tanto retratam o cotidiano do caboclo amazônida.
Exposições, shows musicais, Projeto Livro Vivo, palestras, reuniões, visitas oficiais, lançamentos literários e bastante entretenimento cultural têm nome: Centro Cultural Palácio Rio Negro.