A Biblioteca Pública do Amazonas foi criada pela Assembléia Legislativa Provincial, através da Lei n. 205 de 17 de maio de 1970 presidida por Ramos Ferreira.
Inicialmente fora instalada em uma das salas do pavimento superior do velho sobrado situado a Travessa da Imperatriz, onde fincionava o Liceu Amazonense, hoje Colégio Dom Pedro II. Estimava-se em 1.200 volumes o seu acervo bibliográfico.
Em 1883, sob a autorização diocesana de Macedo Costa, foi transferida juntamente com o acervo da Diretoria da Instrução Pública, para o consistório do lado oriental da Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição. A 25 de março do mesmo ano foi fundada a Biblioteca Púbica Provincial, com um acervo estimado de 3.000 volumes.
Em 1887, ao assumir o exercício da Presidencia, o conego Raimundo Amancio de Miranda determinou a transferencia da Biblioteca para um dos compartimentos do Liceu Amazonense.
No governo de Eduardo Ribeiro, em 1895, o acervo foi novamente transferido para uma casa de aluguel a Praça da Constituição (trecho hoje denominado Praça Roosvelt), esquina com a Rua Guilherme Moreira.talou a biblioteca. Dois anos depois, no governo de Felipe Pires a biblioteca foi extinta e pelo decreto n. 208 de 8 de dezembro de 1897 os pertences de Repartição ficaram a cargo da Diretoria de Estatística a Rua Progresso. Em 1905, no governo de Antonio Constantino Nery, foi instalada no prédio de número 453 da atual avenida Eduardo Ribeiro e iniciaram-se no mesmo ano, as obras da sede atual, Rua Barroso.
Em todo esse conturbado período, o seu acervo foi deteriorado. As doações eram parcialmente destruídas em cada mudnça. As obras de sua atual sede, foram interrompidas por falta de recursos.
Finalmente, a 5 de setembro de 1910, foi solenemente reinaugurada a Biblioteca, em seu própio edifício, ocupando o salão térreo que dá para a atual avenida Sete de Setembro. O prédio possui estilo neoclássico. As escadas e as colunas vieram da Escócia, o boleão de mármore, os lustres de cristal e a clarabóia de telhas vieram da Inglaterra. No andar superior, próximo à escada, encontra-se a obra de autoria de Aurélio de Figueiredo intitulada Redenção do Amazonas. Em janeiro de 1914, o Congresso Estadual se instalou provisoriamente no piso superior, até que fosse construído o prédio róprio destinado ao seu funcionamento.
Em agosto de 1945, o acervo somava 30 mil livros. Na noite do dia 22, um incendio destruiu todo esse acervo, a exceção de um stand com 60 oras que se encontravam numa exposição, fora do prédio. Entre essas obras, um missal manuscrito e iluminado a cores em pergaminho, obra suposta dos copistas do Mosteiro de Monte Cassino e os tres tomos do in-fólio de Debret: Voyage Pittoresque et Historique au Brésil, de 1934. Como iterventos Federal, Álvaro Maia baixou decreto de incorporação de várias bibliotecas ao acervo destruído. Maia também doou 2,5 mil volumes de sua biblioteca particular e a população, junto com escritores e intelectuais, também participou deste mutirão de doacões.
Em 21 de novembro de 1947, a Biblioteca foi novamente aberta, após restauração, com um total de 45 mil volumes impressos.
A Biblioteca Pública é tombada pelo Patrimonio Estadual, através do Decreto Nº 11.033 de 12 de abril de 1988. Atualmente conta com um acervo de cerca de 100 mil volumes
Atualmente é muito freqüentada por todas as classes sociais. Estudantes, pesquisadores e professores fazem uso de seu acervo. A biblioteca também tem um grande acervo de jornais antigos que estão disponíveis à consulta.